Sábado, 25 de Abril de 2009

Quem sao eles?

Quem sao eles?
Sao eles que entram na agua primeiro
Sao muito sensiveis
Eles estao encima e embaixo
Adoram escrever
Adoram passear
Eles dao informacao
Sao os primeiros a tocar a campainha
Eles falam sem emitir som
Eles impedem
Ensinam
Escondem
Sao uns bulinadores
Sao carinhosos
Mas tambem sao rebeldes
Podem ser pequenos ou grandes
Os da mao tem nome: polegar, indicador, medio, anelar e minimo, para os mais intimos: mindinho, seu vizinho, maior de todos, fura bolo e cata piolho;
Os dos pes que eu saiba so tem identidade o dedao e o dedinho;
Ah... o dedinho... falando nele eh ele que me doi, dei uma pancada na quina da mesa e ele gritou, pulsa de tanta dor, se fazendo de importante, tirando onda de dedao, ele doi e mal consigo botar o pe no chao, meu corpo todo desiquilibrado por causa de um pedacinho de gente.
Mas ele nao eh o unico dedo que me da problema ultimamente, um cortizinho no indicador arde toda vez que lavo as maos parece que nao vai sarar nunca, ardencia chata de um cortezinho ridiculo...eles, os dedos, resolveram se homenagear nesse texto eh como se estivessem vivos escrevendo esse monte de mer... nao eles nao me deixam escrever isso....ah os dedos...o que seria de mim sem eles? Quem iria ver se a agua esta quente ou fria? Quem escreveria pra mim? Quem me ajudaria nas contas de matematica? Quem me ajudaria nas mimicas?
Ah meus dedos... carinhosos e rebeldes, poliglotas e analfabetos, corajosos, bonitos e nao muito cheirosos, gosto de todos voces, os 20 sem distincao, sou um pai orgulhoso, nao muito cuidadoso, admito, mas muito orgulhoso de voces meus 20 dedos.

Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Metropoles

Metropoles o que ha de tao especial nelas? Quando voce vai chegando numa metropole a sensacao eh muito estranha, eh como se ela fosse chegando perto de voce te engolindo pouco a pouco, assustadora, poderosa, voce vai se sentindo pequeno, insignificante no meio daquela selva de pedras no meio daquele formigueiro de pessoas que parecem perdidas. Logo voce se assusta, acha tudo muito barulhento, sujo, se pergunta como essas pessoas conseguem viver nesse inferno? Como? Ratos pelo metro, sirenes de ambulancia, pessoas mal educadas e apressadas. Deus me livre, quero voltar logo pra minha cidadezinha.
No outro dia voce esta la de novo, andando pela rua da metropole e de repente ve algo que lhe faz lembrar sua casa ou um lugar que voce gosta, uma pessoa, um cheiro bom lhe faz lembrar do centro da sua cidade natal, e a metropole comeca a ficar mais interessante. Voce comeca a simpatizar com ela, percebe que ela nao passa de um monte de pequenas cidades reunidas num mesmo lugar, um pouquinho do melhor de cada mundo, ali na sua frente, nao eh incrivel?
Eu quero morar aqui! Voce pensa com entusiasmo! Quero fazer parte disso tudo, desse turbilhao de cultura, quero passar minha sexta a noite nesse museu deitado nesse lobby conversando com meus amigos, quero ir ao cinema de madrugada, quero vir nesse club todo sabado a noite e conhecer pessoas do mundo todo. As buzinas distantes da noite ja embalam seu sono e seus sonhos de ser um cidadao do mundo numa metropole.
O dia da partida chega, seu coracao aperta, como vou viver longe disso tudo? Por que tenho que partir? No caminho pro aeroporto planos mirabolantes tomam conta da sua mente, planos de ficar ali pra sempre. E entao voce ve o gigante ficando pra tras nao mais tao assustador.
Ai voce chega na sua cidadizinha alguem te sorri, o ar leve toma conta dos seus pulmoes, o barulho dos passaros inundam seus ouvidos e voce pensa: Ufa que alivio!

Domingo, 18 de Janeiro de 2009

Exilio


Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá.
Minha terra e Gigante pela própria natureza,És bela, és forte, impávido colosso,
E o futuro dela espelha essa grandeza.

Terra adorada,Entre outras mil,És tu, Brasil,Ó pátria amada!

Nosso céu formoso, risonho, límpido, Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida em teu seio mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer eu encontro lá;

Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; ,
Minha terra deitada eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo;

Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que disfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá.
Ó pátria amada,Idolatrada,Salve! Salve!
Minha Terra adorada,Entre outras mil,És tu, Brasil,Ó pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,Brasil!



Sábado, 3 de Janeiro de 2009

I Hablo Português

É certo que o BraZil está incluído no povo latino. Ser latino vem da questão de termos idiomas derivados do latim, mas na prática me parece mais uma questão cultural. A nação latina tem sua identidade própria, e o Brasil literalmente não faz parte dela.
Pra começar Latino que é latino, fala espanhol, gosta de rumba, reggaeton, salsa, merengue. Latino faz festas em que dançam em pares, adoram comidas bem picantes,bebem pisco, sabem a diferença entre salsa e merengue e usam abacate pra cozinhar; Latino não entende português mas diz que acha similar ao espanhol; Latino assiste novela brasileira dublada e acha ótimo;
Para americano não existe diferença entre latino e brasileiro, até entendo que temos semelhanças: somos informais, temos calor humano, somos simpáticos, falamos alto, estamos sempre em bando, adoramos festa, sempre chegamos atrasados e não entendemos os costumes dos gringos.
Já me irritei muito quando tentavam falar espanhol comigo, mas hoje nem ligo mais, entendo a completa ignorância dos americanos e as vezes até me divirto com ela, fiquei muito feliz quando perguntaram se a Argentina fazia parte do Brasil, falei que sim, que era um cidade do interior. Ganhei o dia.

Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Amor ou Love?


Americano Love tudo, eles love os amigos, a cidade, os parentes, love o dia ou a noite, love um livro, love uma calça. Americano love tudo.
Eu como bom brasileiro mais acostumado com amor do que com love não consigo engolir esse love exagerado.
No auge da minha inocência consegui irritar um americano de graça.
Comecei logo falando:
-Baseball é uma porcaria
O americano enfurecido virou para mim e disse:
- I Love Baseball!
Como alguém pode amar baseball? Pensei; Espantatado revidei:
- Não; você gosta muito, você não Love!
Aí foi que ele ficou mais furioso
- Não me diga o que eu Love ou deixo de Love!
Eu pedi desculpas, tentei explicar que Love pra mim não se enquadra ao baseball, ou a um livro, love pra mim é algo sério. E foi aí que entendi que Love não significa amor, e que amor não tem nada a ver com love.
Amor é algo forte, poucas pessoas ouviram da minha boca a tão pesada frase: Eu te amo!
Amor é muito mais que gostar muito, amor não tem explicação, não tem definição, já love é gostar muito, é adorar e algumas vezes é amar. É inadimissível que uma mesma palavra represente o gostar e o sentimento acima de gostar, o amar.

Os americanos que me desculpem mas eu não quero love eu só quero AMAR.